Falta de informação – falar mal do consumo sem saber do que se está falando

26 03 2011

Pensar o consumo e as estratégias que fazem da moda o que é faz parte de meu exercício profissional. Nas sextas-feiras inevitavelmente encaro essas questões nas 3 disciplinas que ministro na PUC RIO. Hoje conversando com meus alunos discutimos pontos interessantes sobre a necessidade do novo e da utilização dos objetos para compor a identidade do indivíduo contemporâneo. Portanto a interrogaçãode hoje foi: aonde quer chegar uma pessoa que diz não ligar para a moda e que faz questão de demostrar isso nas suas roupas.Tanto trabalho para compor um look “eu não tô nem aí” , tanto esforço para ficar com cara de quem não liga para as estruturas de consumo e que só usa aquilo que foi doado pelo Exército do Socorro dos desastres visuais??!!!! Andei passando um mês precisamente em contato com gente assim: indivíduos que fazem questão de dizer que a moda não faz parte de suas vidas. Uns mais radicais excluem a moda outros diziam gostar de frecurinhas mas não cedem ao preço das roupas preferindo comprar celulares, câmeras e toda sorte de objetos que … obviamente para que entende o que a moda representa atualmente…estão sujeitos a linguagem de moda.

Em todos esses encontros deste último mês ficava clara a preocupação destas pessoas em construir uma apresentação visual que deixasse claro para outrem que sua relação com o mundo era a de negação a moda , na verdade as tendências de moda ou modismos – encarados por todos eles sem distinção o que não é pecado já que quem deve saber a diferença entre essas coisas aqui sou eu , ligada profissionalmente no assunto. Mas retornando a imagem dessas pessoas – todas invarialmente tinham na aparência itens necessários para dizer ao mundo eu não ligo para a moda.

E como eu represento quem liga para a moda para estas pessoas , o que de fato é verdade ora bolas, fui alvo de todo o tipo de comentário.Já que parecço portar exatamente aquilo que é fonte de negação para estes indivíduos . Achei bastante frutífero esses encontros com esses tipos pois a constante observação dos mesmos sobre minha pessoa ia na direção que minha apar~encia era artificial , construída e a deles não – esta era meramente funcional ou formada a partir do acaso …. alguns relataram que até gostam de uma bolsa ou relógio mas se recusam a pagar por isso….

O discurso que ouvi foi bastante intrigante pois o tempo inteiro fui expectadora de pessoas que pareciam estar brigando ou minimamente falando em praça pública sobre estas questões quando na verdade ninguém estava perguntando nada sobre esse assunto exatamente mas no momento em que o tema aparência e moda surgiam os ânimos se exaltavam … curioso ..muito curioso…

A maior parte dessas pessoas me pareceu bastante reacionária, embora a maioria falasse de politica e de engajamento social todos demosntraram ser  absolutamente desinformados sobre processos históricos e pareciam entender os acontecimentos de forma imediatista. A percepção das estruturas de transmissão de informaçãonestes olhares  ainda parece estar situada nos modelos de imaginar o poder situado em algum lugar no alto…rsrsrs os discursos eram assim : eles querem que eu use as coisas da moda , eles querem me vender essas idéias, eles querem me passar uma opinião para que eu compre o que eles querem vender….enfim só faltei ouvir que a solução para o Brasil era o fim da Rede Globo mas escutei falar mal da Revista Veja …..kakakakaka

Aí me lembrei de um amigo que dizia … queridos por mais que vocês estejam no escuro … não falem besteira … LEVEM UMA LANTERNA!!!

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